A Análise do Comportamento é constituída por contribuições que possibilitam o estudo dessas relações. Na clínica, isso significa evitar tratar pensamentos, sentimentos, decisões ou dificuldades como explicações que terminam em si mesmas. Um nome pode ser útil para organizar fenômenos; ele não substitui a investigação das relações que constituem aquilo que estamos tentando compreender.
A pergunta, portanto, não é apenas “o que a pessoa tem?”, mas também “em que situações isso acontece, como se desenvolveu, o que contribui para que continue acontecendo e o que se modifica quando as condições se modificam?”.
A associação da Análise do Comportamento exclusivamente ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista não representa a amplitude de sua tradição. No Brasil, em particular, seu desenvolvimento clínico há décadas envolve necessidades e públicos muito diversos, com uma tradição psicoterapêutica própria.